A QUESTÃO DE GÊNERO NA RAÇA HUMANA

A QUESTÃO DE GÊNERO NA RAÇA HUMANA.



“Deus disse: Façamos os seres humanos à nossa imagem, de forma que reflitam a nossa natureza... E Deus criou os seres humanos; criou-os à semelhança de Deus, refletindo a natureza de Deus. Ele os criou macho e fêmea”. (Gênesis 1. 26-28 – Bíblia a Mensagem).

A QUESTÃO EM SI.

As coisas, assim como pessoas, animais, objetos, comidas, têm nome. Esses nomes são chamados de substantivos e aparecem em gêneros diferentes, o masculino e o feminino.

Para compreender melhor o debate sobre a questão de gênero, é importante primeiro traçar a diferença entre o que vem a significar este conceito e contrapô-lo a idéia de sexo.

Sexo está relacionado com os aspectos bio-fisiológicos que dizem questão as diferenças corporais (físicas) do macho e da fêmea.

O sexo pode ser entendido como uma marca biológica, a caracterização genital e natural, constituída e presente na espécie humana e no mundo animal. Nesse sentido, o sexo genético, ou seja, designado por cromossomos (XY) para homem e (XX) para a mulher, detendo hormônios e a genitália (pênis para homens e vagina para mulheres) inerentes a cada sexo.

Outro aspecto importante, que pode nos ajudar a entender a diferença entre sexo e gênero, é que os animais também são machos ou fêmeas, mas não são homens nem mulheres, eles não têm gênero. Sexo = Macho ou Fêmea. Na questão de gênero = Homens e Mulheres.

Para ampliar a questão de gênero e estabelecer um debate sobre o tema, surgiu a IDEOLOGIA DE GÊNERO.

A IDEOLOGIA DE GÊNERO – Afirma que ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada indivíduo deve construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo da vida. “Homem” e “Mulher”, portanto, seriam apenas papéis sociais flexíveis, que cada um representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como tendências masculinas e femininas.

POR QUE SE DENOMINA DE IDEOLOGIA?

IDEOLOGIA, em um sentido amplo, significa aquilo que seria ou é ideal. As ideologias são ideias humanas, que surgem das percepções sensoriais do mundo externo. Um conjunto organizado de Ideias. São a expressão das ideias e dos interesses de um grupo.

A ideologia de gênero subsiste da ideia de que a sexualidade humana seja parte de “construções sociais e culturais” e não um fator biológico. De acordo com esta ideologia, os seres humanos nasceriam “neutros”, apenas (X) e não (XX e XY) e poderiam, ao longo da vida, escolher o seu gênero sexual.

ONDE ISSO COMEÇOU?

No início do século XIX, o antropólogo, etnólogo e escritor norte-americano Lewis Henry Morgan, dedicou seus estudos para demonstrar que o Estado, o gênero, a crise da identidade sexual e a religião tinham causado grandes problemas na configuração da família.

Um outro passo, no estabelecimento dessa ideologia, foi dado, em 1968, quando Robert Stoller defendeu a necessidade de fortalecer o conceito e a definição do termo gênero, em detrimento da definição do termo sexo.

Em 1975, Elisabeth Clarke e Simone de Beauvoir despontam como as maiores promotoras do feminismo ocidental. Na época, a ideologia de gênero e o aparecimento de um novo sexo atraíam a atenção, a esse movimento se deu o nome de “feminismo ideológico”.

Estudiosos afirmam que a expansão da ideologia de gênero teve início na Conferência sobre as mulheres, realizada em Pequim, em 1995. A jornalista norte-americana e participante da conferência Dale O’Leary diz em seu livro The Gender (A Agenda), (ou algo como a discussão do gênero), de 1997, que o evento resultou em orientações para que governos de todo o mundo incorporassem a “perspectiva de gênero” em todo programa e em toda a política, em cada instituição pública e privada. No Brasil essa “agenda” foi claramente identificada no: Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)

Outra referência acadêmica a cunhar o termo “gênero” foi a feminista Judith Butler, através do seu livro “Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity”, lançado em Português no Brasil com o título: Problemas de Gênero - Feminismo e Subversão da Identidade. No livro ela afirma que “o gênero é uma construção cultural; por isso não é nem resultado causal do sexo, nem tão aparentemente fixo como o sexo”. Na mesma obra, Butler ainda defende que “homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino tanto um corpo masculino como um feminino”.

Butler afirma que tornar-se homem ou mulher não é algo que se consegue realizar de uma vez por todas, no início das nossas vidas. O Gênero é sempre reafirmado publicamente pelo desempenho de ações e normas culturais (socialmente construídas e variáveis) que definem masculinidade e feminilidade. 

Nesse momento da AGENDA DE GÊNERO, seus defensores pretendem criar um sistema educativo e pedagógico dentro do qual um dos passos seja permitir que uma pessoa que não se sinta reconhecida na sua natureza, sob essa perspectiva, ela mesma, com o passar do tempo, poderia descobrir qual é o seu estado natural e, assim, “decidir” se é homem ou mulher. Essa suposta decisão vem acompanhada de um aniquilamento da pessoa, substituindo-a por alguém sem identidade.
Junto com o aniquilamento da pessoa, e o surgimento de um “ser” sem identidade, está se propondo o fim da heteronormatividade: A perspectiva que considera a heterossexualidade e os relacionamentos entre pessoas de sexo diferente como fundamentais e naturais dentro da sociedade.

O termo HETERO significa, outro, diferente.   A palavra heterossexual diz respeito à atração que uma pessoa sente por outra de sexo diferente do seu.

É através da NORMATIVIDADE – que se observam as normas. Assim, pode-se compreender o termo heteronormatividade como aquilo que é tomado como parâmetro de normalidade em relação à sexualidade, para designar como norma e como normal a atração e/ou o comportamento sexual entre indivíduos de sexos diferentes.

NA PÓS-MODERNIDADE – Numa sociedade secularizada, o modelo que se propõe é a AUTONOMIA. Nossa sociedade parece desejar viver na anomia (ausência de normas) e de forma autônoma (Auto=pessoal / Nomia=lei, o resultado da equação é uma lei própria).

Quando avançamos na compreensão da ideologia de gênero, somos obrigados a considerar a questão dos TRANSGÊNEROS.

A definição do que é ser “homem” ou “mulher” surgiu partir de uma divisão biológica, com o passar dos anos, a experiência humana nos tem mostrado, que muitos indivíduos têm procurado se expressar através de outras identidades que refletem diferentes representações de gênero (como os transexuais e transgênero) e que não se encaixam nas categorias padrões até então reconhecidas. Quem são esses indivíduos?

Transgênero – é o indivíduo que se identifica transitória ou persistentemente com um gênero diferente do gênero de nascimento.
Transexual – Indivíduo que já experimentou uma transição social do sexo masculino para o feminino, ou do sexo feminino para o masculino. (Normalmente pelo tratamento hormonal ou até através de cirurgia).

Uma pessoa transgênero é de fato um desafio a nossa compreensão. Ser transgênero é diferente de ser um homossexual. O seu sentido interno do seu sexo não é o mesmo que sua orientação sexual. Na homossexualidade, o indivíduo se identifica com o seu sexo de origem, e se sente atraída por pessoas do mesmo sexo. O homossexual não tem dúvidas sobre o seu sexo. O transgênero tem problemas com o seu sexo de origem. Ele não se identifica com ele. Chamamos essa ocorrência de disforia de gênero.

O QUE É DISFORIA DE GÊNERO?

“Disforia” é um “estado” um sentimento de insatisfação, ansiedade e inquietação. As pessoas que têm disforia de gênero sentem fortemente que não são do gênero que fisicamente demonstram ser.

Quem apresenta a disforia de gênero geralmente abraça um de dois caminhos:
- Decide viver bem com seu sexo biológico e desempenham bem seu “novo” papel de gênero (sua nova opção sexual).
- Busca transformar o seu corpo através de medicamentos ou de cirurgias.

O resultado mais comum da disforia de gênero é:
- Homens se tornam “feminilizados”.
- Mulheres se tornam “masculinizadas”.

Disforia de gênero tem sido considerada um distúrbio. (Cromossomos não podem ser reprojetados, nem mesmo removidos).  Indivíduos que sofrem desta disforia vivem um grande drama. Sentir que seu corpo não reflete seu verdadeiro sexo pode causar grave angústia, ansiedade e depressão.

QUAIS SÃO OS IMPACTOS SOCIAIS DESTA REALIDADE?
Nossa conclusão sobre a identidade de gênero, é que a mesma se refere à identidade com a qual uma pessoa se identifica ou se autodetermina; independe do sexo; e está mais relacionado ao papel que o indivíduo tem na sociedade e como ele se reconhece. Assim, essa identidade seria um fenômeno social, e não biológico.
Nesse conflito social e biológico, estão se firmando dois mundos e dois tipos de pessoa:

A PESSOA CISGÊNERA, aquela que tem sua identidade ou vivência de gênero compatível com o gênero ao qual foi atribuído ao nascer.
A PESSOA TRANSGÊNERA, aquela que se identifica com um gênero diferente do registrado ou identificado no seu nascimento.

Os indivíduos que se denominam “trans” não se encaixam no que foi socialmente estipulado e naturalizado como próprio ao seu sexo biológico. Normalmente elas burlam essa coerência e nos fazem enfrentar uma série de implicações que afetam o nosso cotidiano.

Na ideologia de gênero, o esforço maior que se faz é no sentido de combater os “estereótipos”. Etimologicamente, o termo estereótipo é formado por duas palavras gregas, “stereos”, que quer dizer rígido, e “typos”, que significa traço. Este termo é historicamente originado de uma placa metálica de características fixas destinada à impressão em série. Os estereótipos podem ser caracterizados por:
- Artefatos humanos socialmente construídos, transmitidos de geração em geração, não apenas através de contatos diretos entre os diversos agentes sociais, mas também criados e reforçados pelos meios de comunicação, que são capazes de alterar as impressões sobre os grupos em vários sentidos.

A grande questão a considerar na compreensão da ideologia de gênero é concluir se a disforia de gênero é de fato um transtorno mental causado por uma série de fatores que precisam ser claramente identificados, ou se é, como defendem os seus criadores, uma variação absolutamente natural do comportamento humano.

Uma das maneiras de enfrentarmos a questão é pesquisarmos as causas das diferentes orientações sexuais. A ciência tem muito a contribuir ainda no enfrentamento desta questão.

Muitos buscam uma resposta para esse tema com base apenas na sua religião. Na noção religiosa histórica e milenar tais comportamentos são diabólicos e patológicos.

Para uma geração criacionista: “Deus disse: Façamos os seres humanos à nossa imagem, de forma que reflitam a nossa natureza... E Deus criou os seres humanos; criou-os à semelhança de Deus, refletindo a natureza de Deus. Ele os criou macho e fêmea”. (Gênesis 1. 26-28 – Bíblia a Mensagem).

Acredito que as coisas não estão muito claras quando tratamos deste assunto, tanto na igreja ou mesmo dentro das nossas famílias. O que fazer? Como tratar a questão? “Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite as coisas” (A. W. Tozer).
Deus quer capacitar sua igreja para enfrentar essas questões com boa base bíblica e com uma ética cristã. Precisamos estar abertos para este momento.

Para enfrentar esses desafios que estão diante de nós, devemos ser ousados e corajosos. Devemos ser pacientes e simpáticos. Devemos ser amáveis e humildes. Persuasivos e persistentes. Francos e solenes. Claros, assertivos e corretivos.

Encorajemos a igreja e nossos líderes para que creiam na Palavra de Deus. Todo conselho de Deus é a verdade.
Falemos aberta e francamente sobre o pecado, e sobre os pecados que destroem a nossa vida em família e comunidade.
Protejamos o povo de Deus, confrontando o mundo quando nos tenta empurrar o seu modelo.
Reconheçamos a Cristo como a verdade e único caminho para Deus e para a vida eterna.
Anunciemos a Jesus e as suas boas novas que nos livram da maldição e do pecado.
Estendamos o perdão a todos aqueles que através do arrependimento decidam viver em santidade. Peçamos perdão quando de forma imprudente tratarmos alguém inadequada e inconveniente.
Façamos grande esforço para receber aqueles que desejam viver em comunidade, abandonando o seu pecado e lutando contra ele.
Procuremos amar a todos em nosso meio, apesar de suas fraquezas, pois todos devem ser alvo da graça de Deus. Exercitemos e apliquemos as disciplinas bíblicas para que todos sejam conduzidos a viver em santidade e amor cristão.

Aceitemos as verdades bíblicas como a verdade de Deus capaz de transformar as nossas vidas: Gênesis 19-1-9; Juízes 19. 22-25. Levítico 18.22. Levítico 20.13; Romanos 1. 26-27; 1 Coríntios 6. 9-11 e 1 Timóteo 1. 9-10.

Pr. Carlos Elias de Souza Santos



Referências:
1. AZEVEDO, Israel Belo de. As questões homossexuais e de gênero. Rio de Janeiro: Ed. Prazer da Palavra, 2017.
2. BURKE, John. Proibida a entrada de pessoas perfeitas: um chamado à tolerância na igreja. Trad. Onofre Muniz. 4ª Reimpressão. São Paulo: Editora Vida, 2012.
3. BUTLER,Judith. Problemas de Gênero - Feminismo e Subversão da Identidade – Trad. Renato Aguiar. Col. Sujeito & História - 8ª Ed. Rio de janeiro: Civilização Brasileira,2015.
4. DEYOUNG, Kevin. O que a Bíblia ensina sobre a homossexualidade? Trad. Francisco Wellington Ferreira. S.J. dos Campos: Fiel, 2015.
5. HEILBORN, Maria Luiza; DUARTE, Luiz Fernando Dias; PEIXOTO, Clarice. BARROS, Myriam Lins de (Orgs.) Sexualidade, família e ethos religioso. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.
6. MACHADO, Maria das Dores Campos; PICCOLLO, Fernanda Delvalhas (Orgs.). Religiões e homossexualidade. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2010.
7. OSTERMANN, Ana Cristina; FONTANA, Beatriz (Orgs.). Linguagem. Gênero. Sexualidade: Clássicos traduzidos. Robin Lakoff...[et. al.], Tradução Ana Cristina Ostermann, Beatriz Fontana. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.
8. PETERSON. Eugene H. Bíblia de Estudo A Mensagem: Bíblia com Linguagem Contemporânea. São Paulo: Editora Vida, 2014.
9. VEITH, Gene Edward Jr. TEMPOS pós-modernos: uma avaliação cristã do pensamento e da cultura da nossa época. 1ª Ed. Trad. Hope Gordon Silva. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.



O NATAL E UMA ESPADA

O NATAL E UMA ESPADA.


             
33 O pai e a mãe do menino estavam admirados com o que fora dito a respeito dele.
34 E Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus: "Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição,
35 de modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma".
(Lucas 2.33-35).

Quando os pais de Jesus levaram o menino ao templo para ser circuncidado no oitavo dia, Simeão aguardava o Messias.
Quando a família de Jesus passou por ele, o Espírito Santo o instigou a perceber a verdadeira identidade de Jesus.
Ele pegou o menino Jesus em seus braços e disse:

29 "Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo.
30 Pois os meus olhos já viram a tua salvação,
31 que preparaste à vista de todos os povos:
32 luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo".
(Lucas 2:29-32).

É a oração de um homem idoso agradecendo a Deus por ter vivido o suficiente para ver o Messias.
Depois de dizer essas palavras ele olhou bem nos olhos de Maria e disse:
"Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição,
de modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma".

A primeira declaração de Simeão é conhecida, essa segunda declaração não.

A segunda declaração não foi musicada, não costuma ser lida nos cultos de natal. Quase nunca é pregada nos meses de natal.
Eu acredito que deveria ser, pois diz muito sobre o sentido do natal.
O natal é quase sempre enfatizado com doçura e luz. Cristo trazendo paz a terra.
De fato é isso mesmo!
Mas não é só isso!
Um médico cirurgião não pode deixar o seu corpo em paz se houver um tumor devorando o seu interior?
O cirurgião vai abrir você, vai cortar você, derramar seu sangue para alcançar o restabelecimento de sua saúde.
O terapeuta, sabe como ele ajuda os seus pacientes. Via de regra ele leva seu paciente ao passado, confrontando-o com lembranças dolorosas e sentimentos terríveis, procurando libertá-lo desses sentimentos.
O tratamento passa por sentir-se pior antes de conseguir se sentir melhor.

 "Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. (Mateus 10.34)

Jesus não está incentivando a violência.
O que Jesus está dizendo é:
O chamado a obediência traz conflitos, conflitos internos e até entre pessoas.
É por esse caminho que segundo Jesus, alcançamos a paz.

1) JESUS PROVOCARÁ QUEDA.
“Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos...” (Lucas 2.34).

Imagine Jesus como um sinal de contradição.
Na vida cristã haverá polarizações, muitas pessoas se oporão aos cristãos. Seguir a Jesus será motivo de conflitos.
Por quê?

- Sua AUTORIDADE.
20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus". (João 3.20,21)
ODEIAM A LUZ PORQUE ELA EXPÕE O QUE ELAS SÃO DE FATO.
“...de modo que o pensamento de muitos corações será revelado...”.  (Lc. 2.35).

QUEDA E SOERGUIMENTO:
- Um casal morava num bairro de maioria absoluta de brancos, uma família de não brancos era tratada com desprezo por todo o bairro. O casal se converteu e passou a conviver com o casal de não brancos, por causa desse relacionamento foram excluídos pelo bairro. Entendeu? Esse é o sentido de que Jesus provocará a queda.
- Um policial. Ele recebia dinheiro de cafetões para não incomodar prostitutas no bairro e fechar os olhos para o tráfico. Ele se converteu a Cristo, não mais foi parte do esquema. Outros policiais deram um aviso final para ele (ameaça). Foi obrigado a mudar de cidade. Entendeu? Jesus provocará queda.

Bastará ser um Cristão e você vai atrapalhar as fofocas no escritório, a corrupção no governo, o racismo na vizinhança.
O Natal de verdade com um Jesus de verdade pode significar que na sua cidade haverá muitas “hospedarias”, e não haverá um lugar para você.
NO INÍCIO DO CRISTIANISMO, havia na sociedade Romana inúmeros deuses, cultos e religiões...
Até o imperador era um ser divino.
Se você se recusasse a participar você seria excluído.
O cristianismo é diferente de todas as outras religiões.
Os cristãos dispensaram os sacerdotes, sacrifícios, templos, não aceitavam a idolatria. A exclusividade da fé cristã, e a convicção dos cristãos, coloca o cristianismo em colisão com o mundo.

Rota de colisão:
“Hoje é tempo de fortalecer a fé
Colidir com o mundo e ficar de pé
Mais que conhecer, preciso viver
A verdade revelada”. (Colisão – Anderson Freire).

Os cristãos, tachados de intolerantes são uma ameaça à ordem social.

Por que nos tacham deste modo?

18 Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça,
19 pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
20 Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;
21 porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram.
(Romanos 1:18-21).

Os seres humanos têm um motor de auto justificação no fundo do seu coração.
Querem controlar sua própria vida.
Querem se salvar.
Tudo que impedir esse motor de auto justificação de funcionar, será combatido e criticado.
O indivíduo que deseja se salvar e ter o controle de sua vida, não consegue aceitar uma palavra como esta:

19 Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?
20 Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês. (1 Coríntios 6:19,20).

É por isso que muita gente fica furiosa quando lhe apresentam o evangelho.

2 ) O EVANGELHO É UMA ESPADA.
“Quanto a ti uma espada atravessará a tua alma”. (Lucas 2.35).

Maria e qualquer ser humano nunca imaginaria a vida, sacrifício, morte e ressurreição do Senhor Jesus.
Maria e seus filhos acharam uma loucura a vida de Jesus e os desafios do ministério.

Quando seus familiares ouviram falar disso, saíram para apoderar-se dele, pois diziam: "Ele está fora de si". (Marcos 3:21).
Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo. (Marcos 3:31).

Quando você deposita sua fé em Cristo, muitas lutas chegam ao fim. A luta para afirmar a si mesmo. Para encontrar uma identidade. Para ter um significado na vida. Para encontrar a verdadeira satisfação.
Contudo, algumas lutas, quando você aceita a Cristo, estão apenas começando.
“Temos por lutas passado, umas terríveis cruéis, mas o Senhor tem livrado, dela seus servos fiéis”.  
A nova paz que Cristo traz, estará recheada de novos conflitos:

1)   Porque a paz de Deus acontece após o conflito interior do arrependimento.
Arrepender-se é como usar antisséptico. Você passa sobre a ferida e ele arde.
2)   Porque a paz de Deus nos chega depois do conflito imposto pela submissão.

Velho homem continua a desejar que você seja o Senhor.
O novo homem luta para deixar Deus ser Deus.
Diante de duas vontades sempre haverá uma luta.
Seja feita não a minha mas TUA vontade.

O que aprendemos nessa mensagem de natal.

- Poderemos ser hostilizados por causa de nossa fé
- Teremos lutas dolorosas na vida cristã
- E que não devemos ceder a autopiedade.

Aprendemos que o resultado desses conflitos são paz e alegria verdadeiras e profundas.

Quando Deus fechou o jardim do Éden ao homem:
“Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida”.
Gênesis 3:24

Colocou uma espada flamejante para guardar o jardim.

Quando Deus decidiu recriar um novo Adão e recolocar o homem no caminho do paraíso:

"Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. (Mateus 10.34)

“De modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma".
(Lucas 2:33-35).

Usou uma Espada para penetrar nossas almas.

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. (Hebreus 4:12,13).







AFUNDADOS EM CORRUPÇÃO.

AFUNDADOS EM CORRUPÇÃO.



“E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gênesis 6.12 – ACRF).

Ao traduzir essa narrativa bíblica, Eugene Peterson diz que a terra havia se tornado um esgoto, a violência estava por toda parte, a situação estava muito ruim pois a própria vida havia se corrompido. Parece até que esta narrativa é um retrato de nossa atualidade.

Na atualidade, a corrupção parece não mais no incomodar, pois ela, para muitos, tem se tornado apenas uma quebra de padrões de decência perfeitamente aceitáveis. O que na verdade é muito estranho, pois, a corrupção é uma forma devastadora de pecado, é errar o alvo, falhar em alcançar um padrão, falhar em obedecer à autoridade. Se a vereda é abandonada (estar a margem = marginalização), a lei é transgredida, ou a autoridade desafiada, isso deveria nos incomodar e obviamente nos motivar a buscar mudanças urgentes.

Infelizmente, desde o início do seu relacionamento com Deus, o homem tem mostrado que a corrupção está latente no seu ser. A corrupção faz parte da nossa própria natureza afetada pelo pecado e precisa ser mortificada através da atuação do Espírito Santo de Deus em nós.

É triste reconhecermos a inclinação do homem à corrupção, inclusive em nosso amor ao Senhor. Antes de querermos procurar os culpados, temos que admitir que a corrupção está ligada ao ser humano, à sua natureza carnal e pecaminosa. O apóstolo Paulo chamou esta condição interior de um “cativeiro da corrupção”:

“Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. ” (Romanos 8.20,21)

A palavra grega traduzida como “corrupção” é “phthora”, e significa: 1) corrupção, destruição, aquilo que perece; 2) aquilo que está sujeito à corrupção, que é perecível.

Em outras palavras, ela retrata algo que se estraga, que deixa de ser como era inicialmente, uma decadência. O pecado é uma fonte de morte, de corrupção, e este reconhecimento levou o apóstolo ao seguinte desabafo:

“Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7.24 )

A fonte de toda corrupção encontra-se em nossa própria carne.  Para Umberto Eco, a corrupção, é a insipidez da nossa carne.

O ser humano precisa se lembrar todos os dias que “nossos pecados são um problema sério aos olhos de Deus” (J. I. Packer). “A corrupção mata o corpo, a impiedade mata a alma”. (Agostinho de Hipona).

É terrível perceber que temos perdido essa consciência. Temos perdido a consciência destes maus atos porque “a consciência do pecado emerge do conhecimento sobre a santidade de Deus” (J. I. Packer). Se não nos posicionamos ante a santidade de Deus, não temos como enxergar os nossos pecados.  A luz da experiência do profeta Isaías, somente percebemos nosso pecado quando nos confrontamos com o Deus Santo (Isaías 6).

É por isso que cristãos devem aprender a andar no Espírito, e assim mortificar a sua própria carnalidade. É tudo uma questão de escolhermos onde investiremos e o que fortaleceremos em nossas vidas:

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne DA CARNE COLHERÁ CORRUPÇÃO; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. ” (Gálatas 6.7,8)

O fato de termos em potencial uma fonte de corrupção em nós mesmos não significa que a corrupção seja inevitável! Não estamos fadados ao fracasso: temos uma escolha!

Precisamos reconhecer que em nosso estado caído, não conseguimos assumir as atitudes requeridas por Deus. O pecado se manifesta em nós com seus efeitos horrorosos o tempo todo. Somente através da graça divina se é capaz de vencê-lo.

“A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo com amor INCORRUPTÍVEL”. (Efésios 6.24 ).

A palavra grega empregada nesse texto pelo apóstolo Paulo e que se encontra nos manuscritos originais é “aphtharsia”, que significa “incorrupção”. Esta palavra é usada com relação ao corpo da ressurreição (1 Co 15.42,50,53,54) e é uma condição associada à glória, honra e vida! Esta palavra às vezes é traduzida por “imortalidade” (Rm 2.7; 2 Tm 1.10) e também pode dar a idéia de “sinceridade”, de acordo com esta linha de pensamento. Por outro lado, temos mais dois prováveis significados para esta palavra: 1) incorrupção, perpetuidade, eternidade; 2) pureza, sinceridade. De qualquer forma, o amor puro e sincero é o que não se corrompe, que traz em si a perpetuidade, que dura para sempre!

A afirmação de Paulo aos efésios faz com que reconheçamos que há pelo menos dois diferentes tipos de amor que os crentes podem manifestar ao Senhor ao longo do tempo: o amor incorruptível e o amor corruptível. Portanto, quando falamos de amor ao Senhor, não basta apenas reconhecermos que há pessoas que O amam e pessoas que não O amam (1 Co 16.22). Se assim fosse, a nossa única tarefa seria a de fazermos com que os que não amam ao Senhor passassem a amá-Lo! No entanto, o nosso desafio é ainda maior! Até mesmo dentre os que hoje professam que amam ao Senhor Jesus Cristo, há os que O amam com um amor incorruptível e os que têm permitido que o seu amor por Ele se corrompa! Essa permissão é para sua própria destruição.

O Barão de Montesquieu disse certa vez: “A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios”. Se você escolher negociar seus princípios e comercializar sua ética, significa que seu amor pelo Senhor já se corrompeu.

O nosso Deus através da Sagrada Escritura tem nos chamando de volta, independentemente do nível de corrupção que tenhamos permitido em nossas vidas! Ele quer nos restaurar! Ele tem o poder de nos restaurar. No entanto, mais do que sermos restaurados da corrupção do nosso amor ao Senhor, precisamos aprender a caminharmos de um modo a evitarmos que isto aconteça novamente! Para que isso aconteça, Jesus precisa ser o Salvador e o Senhor das nossas vidas.

Carlos Elias de Souza Santos
Pastor Titular da PIBCG-RJ



REFERÊNCIAS:
BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Almeida Corrigida e Fiel. 8ª Impressão. São Paulo: Paulus, 2012.
PACKER, James Innell. Vocábulos de Deus. 2. Ed. São José dos Campos, SP: Fiel, 2011.
PETERSON, Eugene H. Bíblia de Estudo A Mensagem: Bíblia em linguagem contemporânea. São Paulo: Editora Vida, 2014.
SUBIRÁ, Luciano. De todo o Coração – Vivendo a Plenitude do Amor ao Senhor. Curitiba-PR: Orvalho, 2009.



OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE


OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE.


A propósito da lista do Ministro Fachin e do foro privilegiado.

Existe uma impressão popular que interpreta a conduta ética de Deus no Antigo Testamento como sendo diferente daquela manifesta no Novo Testamento.

“...Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe”. (Êxodo 21.23-25).

Teria Jesus revogado essa lei?

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. (Mateus 5.38-41).

Alguns defendem que Jesus está aqui propondo uma mudança na ética divina.

Seria isso possível, uma vez que é impossível que Deus mude o seu posicionamento ético, uma vez que ele é fruto da sua moral?

Sendo a revelação progressiva, a mesma não pode se contradizer, pois parte do único Deus verdadeiro.

A Lei de Talião consiste na justa reciprocidade do crime e da pena. O princípio por trás da lei é o de trazer equilíbrio entre crime e penalidade. O mal causado a alguém deve ser proporcional ao castigo imposto.

Não temos dúvida que a Lei de Talião tem por princípio a lei divina. A Lei de Talião foi dada para regular as relações sociais desequilibradas. É sabido que se não houvesse lei reguladora, esses processos acabariam em ciclos criminosos de vingança e opressão, com respostas desproporcionais e injustas.

Ao contrário do que muitos pensam, a Lei de Talião vem colocar limites a uma desenfreada escalada de vingança desproporcional, pois não ensina nem mesmo estimula a vingança. Na verdade, ela traz um princípio regulador dentro da sociedade.

É a Lei de Talião um preceito de caráter moral com aplicação civil, procurando disciplinar as relações sociais diante da pecaminosidade humana. Esse princípio universal pode ser encontrado nos códigos penais das nações modernas.

Em resumo: a punição por um determinado crime ou delito não pode ser desproporcional ao ato cometido. Pela Lei de Talião não se pode tomar uma vida por um dente, nem tão pouco a mão por um olho. Aplique-se o princípio da proporcionalidade. Essa é a lei moral. Essa é uma retribuição necessária tanto para o indivíduo que comete o crime quanto para o seu grupo social, visando reduzir o crime, reeducar o criminoso e inibir os delitos cometidos.

Em todas as leis precisamos encontrar um conceito moral, a PROPORCIONALIDADE entre o crime e a pena, a retribuição direta ao ofendido pelo crime, assim como o direito de defesa do acusado, considerando-se todos os agravantes e atenuantes.

É somente assim que comunica aos perpetradores do mal que “o crime não compensa”.



Resumido por Carlos Elias S Santos. (MEISTER, Mauro. Lei e Graça. São Paulo: Cultura Cristã, 2016. Pp. 116-127.


















UM RAIO DE LUZ. Uma fonte de Esperança.

UM RAIO DE LUZ

Uma fonte de Esperança



“O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz". (Mateus 4.16).

O início do ministério terreno de Jesus foi na Galileia; local onde pregou o arrependimento porque o Reino de Deus está próximo. (Reino=Basiléia em grego, da idéia de domínio de Deus).

A Galileia era uma região desprezada pelos outros judeus que viviam mais ao sul porque contava com uma população mista, em sua maioria gentílica, com poucos judeus, por isso o termo Galiléia dos gentios.

O termo "dos gentios" em grego é "Ethnos"; dá idéia de povos não judeus, pagãos, desconhecedores de Deus.

Com sua presença na Galiléia, e com sua mensagem libertadora, Jesus cumpriu a profecia de Isaías 9, onde diz:

“Contudo, não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galiléia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”. (Isaías 9.1-2).

No original em hebraico, língua em que foi escrito o Antigo Testamento, a palavra "escuridão" é "muaph", dá idéia de penumbra, tristeza, melancolia negra.

Essa penumbra é o descaso ou ignorância sobre Deus; e foi exatamente neste lugar que brilhou a Luz de Cristo.

O Diabo, o príncipe das trevas, trabalha duro para deixar o evangelho encoberto aos olhos e aos ouvidos de muitos. Na perspectiva paulina:

“...O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. (2 Coríntios 4.4).

Ao observar a história da Galiléia, vemos que aquele território pertenceu às tribos de Issacar, Zebulom, Aser e Naftali nos dias do Antigo Testamento.
O nome Galiléia vem da raiz “Galil” que na língua dos judeus significa pequeno círculo.

Em Gênesis 49.13-21, vemos Jacó abençoar seus filhos com palavras futuras, e com relação especificamente a estas 4 tribos, diz-se que elas seriam prósperas, habitariam em portos de navios:

13 Zebulom habitará no porto dos mares, e será como porto dos navios, e o seu termo será para Sidom.
14 Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos.
(Gênesis 49.13,14).

De Aser e Naftali se diz:

20 De Aser, o seu pão será gordo, e ele dará delícias reais.
21 Naftali é uma gazela solta; ele dá palavras formosas.
(Gênesis 49.20,21).

Mas, o próprio Jacó também disse que se renderiam à trabalhos forçados. Na benção de Jacó, Issacar, que era um jumento forte, se curvaria:

“E viu ele que o descanso era bom, e que a terra era deliciosa e abaixou seu ombro para acarretar, e serviu debaixo de tributo”.
(Gênesis 49.15)

Essa  palavra sobre o encurvamento do povo de Deus se cumpriu mais tarde nos 2 seguintes trechos:

1-   Quando Salomão tentou presentear com 20 cidades da Galiléia a Hirão rei de Tiro (1 Reis 9.11-13).

11 (Para o que Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de cipreste, e ouro, segundo todo o seu desejo); então deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra da Galiléia.
12 E saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não foram boas aos seus olhos.
13 Por isso disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E chamaram-nas: Terra de Cabul, até hoje.
(1 Reis 9.11-13)

Porém o Rei de Tiro desprezou-as e mais tarde devolveu-as para Salomão. (2 Crônicas 8.2 ).

“Que Salomão edificou as cidades que Hirão lhe tinha dado; e fez habitar nelas os filhos de Israel”.  (2 Crônicas 8.2)

Não sei se você consegue perceber o tamanho da tristeza e da dor desse povo:

- Foi rejeitado pelo seu próprio Rei (Salomão) e entregue para ser súdito de um outro Rei.
- Foi Rejeitado e desprezado pelo seu novo Rei.

Esse povo estava literalmente sentado sobre as trevas e no vale da sombra e da morte.

Foi para este povo rejeitado e humilhado que Jesus levou sua luz e a mensagem do Evangelho. É assim que resplandeceu a luz.


2- Em (2 Reis 15.29); vemos que algumas regiões junto com a Galiléia foram as primeiras a sofrerem o ataque da Assíria sob o reinado de Tiglate-Pileser (732 a.C.). E depois os povos destas regiões foram deportados para a Assíria.

“Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria, e tomou a... Gileade, e a Galiléia, e a toda a terra de Naftali, e os levou à Assíria”. (2 Reis 15.29)

Isso nos deixa claro, e nos faz entender como aquela região tinha caído em seu pecado e futuramente na escuridão do afastamento de Deus.
Nesse momento da história, a Galiléia está: “...servindo debaixo de tributos”. (Gênesis 49.15)
Esse é o pano de fundo histórico para entender a profecia de Isaías:

“Contudo, não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galiléia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”. (Isaías 9.1-2)

A PROMESSA:

- NÃO MAIS ESCURIDÃO
- NÃO MAIS HUMILHAÇÃO
- NO FUTURO HONRARÁ A GALILÉIA DOS GENTIOS.

No momento de DENSAS TREVAS NA VIDA DO POVO, de grande adversidade no seu ministério, o Senhor Jesus resgata essa profecia de Isaías, como quem acende um facho de luz numa noite escura, e anuncia ao povo da Galiléia, a razão pela qual ele estava ali: Ser a luz em meio a escuridão.

É sábio o Evangelista Mateus, quando registra na Escritura sagrada:

“E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali; PARA QUE SE CUMPRISSE o que foi dito pelo profeta Isaías”.  (Mateus 4:13,14).


No cumprimento desta profecia aprendemos que:

- Jesus é a Luz do Mundo:

 1)    LUZ QUE BRILHA DIANTE DA ADVERSIDADE.
“Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galiléia”.  (Mateus 4.12).

Era difícil aceitar a prisão de João Batista. Ele é muito querido para Jesus. Era João também um pregador, um anunciador do Reino de Deus. Em Mateus no capítulo 14 se faz registrar a morte de João Batista, pelas mãos do Rei Herodes.

Ainda, neste mesmo contexto o Senhor Jesus estava sendo tentado:  “Então o diabo o deixou”.  (Mateus 4.11).
Após resistir bravamente e vencer a tentação, o Senhor Jesus é mergulhado numa grande provação.
- Jesus ouviu que João tinha sido preso. (Mateus 4.12)
Aquele que foi colocado diante do Senhor Jesus para preparar o caminho no deserto, estava preso.


APLICAÇÃO:
- Em tempos de grande adversidade apoie sua fé, nas promessas do Senhor. Elas são verdadeiras. Elas são firmes, elas se cumprem a cada dia.
- Como Jesus declara e ao mesmo tempo invoca aquela profecia sobre a vida de seu povo, nós também podemos crer, que suas promessas estão ainda hoje sobre as nossas vidas.
- O povo que andava em trevas VIU UMA LUZ. Abra você também seus olhos espirituais e veja a luz:
- Do sol da justiça (Malaquias 4.2)
-  Da luz do mundo. (João 9:5).
-  Da resplandecente estrela da manhã. (Apocalipse 22.16)

Disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. (João 8.12).
Jesus é a Luz que brilha em meio a Adversidade:
“A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram”. (João 1.5)

Jesus é a Luz do Mundo:

2) LUZ QUE BRILHA MEDIANTE AO ARREPENDIMENTO.

“Daí em diante Jesus começou a pregar: "Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo". (Mateus 4.17).

A palavra arrependimento é de origem grega (μετάνοια , metanoia ) e significa conversão (tanto espiritual, bem como intelectual), mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitudes, temperamentos, caráter, trabalho, geralmente conotando uma evolução.

A luz somente iria brilhar se: “o povo que vivia nas trevas”, praticasse o arrependimento.

Seria necessário, ao povo que escutava as palavras de Jesus, que ele, o povo, reconhecesse que estava em trevas e se abrisse para VER A LUZ.
A luz foi posta: “sobre os que viviam na terra da sombra da morte”.

A terra da sombra e da morte não é algo figurativo, ela é muito real e presente:

Davi fala sobre à existência desta terra de sombras e morte.

“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”. (Salmos 23:4).

As sombras vieram sobre sua vida quando da cobertura do seu palácio viu uma mulher e a desejou. (2 Samuel 11.4)

Trilhando pelo caminho das sombras, ele adulterou com ela.

Esse é um terrível vale das sombras.

Após pecar com a mulher de Urias, Davi decide mata-lo. (2 Samuel 11.15)
Davi seguiu direto do vale das sombras para o vale da morte.

O QUE PODERIA MUDAR A SITUAÇÃO DE DAVI? Um Rei que vivia nas trevas.

Essa é a grande mensagem do Senhor Jesus:

O arrependimento é para todos aqueles que estão vivendo:
“Na terra da sombra da morte”.

Louvado seja Deus que Davi se arrependeu do seu pecado e se permitiu ver a luz, reencontrou o resplendor da luz.

1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
2 Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado.
3 Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
4 Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.
(Salmos 51.1-4)

Para concluir, voltemos ao contexto histórico do cumprimento desta profecia na Galiléia.

A história diz que em períodos mais modernos, a Galiléia foi pertencente provavelmente à Fenícia e com isso o culto naquela região se tornou mais pagão e místico ainda; depois foi conquistada pelos Macabeus.

Mais tarde na época de Jesus, a Galiléia foi governada por Herodes e depois por Agripa também.

É nesta época que Jesus se manifesta naquele local de escuridão, de total ausência da luz de Deus, por causa do pecado daquele povo misto, e que provavelmente tinha uma falsa luz, que se firmava na prosperidade de seus portos.

A Galiléia deste tempo, mas se parece com o Brasil da atualidade, que mergulhado nas trevas da corrupção, acreditou na falsa luz que se sustentava nas plataformas de petróleo espalhadas pelo Brasil.

É justamente nesta Galiléia, que a Misericórdia de Deus brilhou em Cristo, depois a notícia desta Luz chegou aos gentios, e hoje aqui estamos nós pecadores alcançados pela luz de Cristo no Brasil.

Esta luz de Cristo derrotou o Diabo, a morte, nossos pecados, a melancolia, a depressão e a ilusão dos prazeres transitórios dos portos dos prazeres desta vida.

Por isso, como o salmista rendemos graças:

"Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre" (Salmos 107.1-43).

Em Isaías 60.3 vemos a luz de Cristo que nos deixa radiantes de alegria, pois o pecado de todos os povos é escuridão.

“E os gentios caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu’. (Isaías 60.3).

Esse é o resplandecer da luz de Deus. Esse é sentido para o nascimento e para a vida de Jesus.

- NÃO MAIS ESCURIDÃO
- NÃO MAIS HUMILHAÇÃO
- NO FUTURO HONRARÁ A GALILÉIA DOS GENTIOS.

ESTÁ SE CUMPRINDO.

Agradeçamos ao nosso Deus, pois fomos chamados por Cristo para viver na luz e em santidade.

12 “...dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz.
13 Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado,
14 em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados”.
(Colossenses 1.12-14)

Agradeçamos a Deus, pois fomos chamados para viver na eternidade da luz de Deus:

3 Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão.
4 Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas.
5 Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre.  (Apocalipse 22.3-5)